domingo, 22 de agosto de 2010

PRÓSTATA: evite os problemas

Se voce chegou aos 45 anos, é hora de se preocupar coma próstrata.ela pode lhe trazer problemas, sendo o câncer o maior deles.O certo é consultar o médico periódicamente para evitar sustos.
A maioria dos homens só toma conhecimento desse órgão a partir dos 40 anos de idade.E apenas quando percebem que estão tendo dificuldades para urinar, que o sono é interrompido para uma ida ao banheiro, no esforço quase sempre frustrado de esvaziar a bexiga."É problema de próstrata", alguém diz, e vem o pavor de duas coisas: submeter-se a um exame que, para suprema humilhação de alguns homens, consiste num toque retal e, caso haja necessidade de extirpação cirúrgica da próstrata, a possibilidade-Deus o livre-de ficar impotente.Com macho brasileiro é assim;tudo o que pode significar problema na área sexual deixa-o de cabelo em pé.
A próstata é uma glândula sexual localizada na base da bexiga, sendo atravessada pela uretra, canal por onde a urina e o esperma são eliminados.Sua função é produzir parte do líquido seminal expelido durante a ejaculação.Essa secreção é fundamenteal pra nutrir e preservar os espermatozóides produzidos nos testículos-daí ser a próstata um órgão essencial do aparelho reprodutor masculino.E como acontece com qualquer outra parte do corpo humano, com o passar dos anos essa glândula também fica vulnerável a doenças.segundo dados de 1966, do Instituto Nacional do Cancêr, a próstrata está relacionada ao segundo tipo de cancêr fatal entre os homens-só perde para o de pulmão.As estatísticas não mentem: de 15% a 20% da população masculina acima dos cinquenta anos desenvolve cancêr de próstata.Um número relativamente pequeno se comparado a hiperplasia prostática benigna, outra doença que afeta o órgão e que se caracteriza por seu crescimento exagerado.Cerca de 50% dos homens acima dos 50 anos e 90% acima dos 80 desenvolvem a hiperplasia.No entanto, ao contário do cancêr, essa fisfunção não é fatal, apesar de merecer cuidados.Mas como saber se a próstrata cresceu além da conta?
Num organismo jovem e sadio, ela tem o tamanho de uma castanha, com 2,5 cm de diãmetro e 20g de peso, características da glândula num adulto na casa dos vinte anos de idade.A partir dos 30, ela pode avolumar-se um pouco mais e chegar a 25g.Isso é normal.Números acima desses valores, constatados a partir do 45 anos, configuram um quadro de anormalidade.Afinal, o crescimento excessivo pode estar associado à hiperplasia ou ao cancêr.O exame clínico, feito anualmente a partir dos 45 anos, é uma das maneiras de acompanhar essas transformações e evitar problemas.trata-se do temido toque retal, que consiste em o médico tatear a próstrata em busca de algum indício de doença: bastam 15 segundos, em média, para verificar se tudo está ou não em ordem.
__Crescimento benigno__
Tantoa hiperplasia quanto o canc~er de próstata não apresentam causas bem definidas.Além da idade, existem suspeitas de que essas doenças estejam relacionadas à predisposição genética e a disfunções hormoniais, que também se manifestam à medida que os anos passam.No primeiro caso, estão os fatores hereditários.No segundo, o desequilíbrio entre a testosterona(hormônio masculino)e outros hormônios, como o feminino estrógeno, que também circula no homem, embora em níveis bem mais baixos.Uma dieta desbalanceada, pobre em fibras e rica em gorduras saturadas, tanbém se inclui entre os possíveis fatores desencadeantes da hiperplasia ou do cancêr.Raça, fumo e poluição não são elementos determinantes para a hiperplasia.Já no caso de cancêr, estudos realizados nos Estados Unidos constataram que os negros são mais propensos a essa doença que os brancos e os orientais.
Na hiperplasia,o crescimento da glândula ocorre na camada mais interna(abaixo das regiões periférica e central)."O crecimento comprime a uretra, afetando a micção-o ato de urinar-"explica o urologista Milton Borrelli Junior.O jato urinário fica fraco, causa ardência e demora para sair, por maior que seja o esforço.Sem contar que as idas ao banheiro se tornam frequentes e quase sempre deixam a sensação de bexiga cheia.
Outras doenças, como a infecção urinária, podem surgir, devido à hiperplasia.A dificuldade de urinar causa a retenção do líquido na bexiga, favorecendo a proliferação de bactérias, agentes de infecções.A retenção também pode provocar lesões no músculo da bexiga e o aparecimento de cálculos nesse órgão, podendo comprometer as funções renais.Devido às lesões, os resíduos da urina aglutinam-se, formando pequenos cristais e posteriormente cálculos(pedras)que causam dor e cólicas.No segundo caso, a urina volta para o ureter(canal que liga os rins à bexiga),fazendo um percurso inverso ao da saída.Às vezes chega até os rins.Em estágios avançados de hiperplasia, parte da urina pode cair no ducto deferente, tubo que leva os espermatozóides às vesículas seminais, localizadas atrás da bexiga, gerando também infecção da próstata e dos testículos(orquite).
A hiperplasia pode ser diagnosticada por meio de toque retal associado a um exame de sangue, em que se mede a quantidade de antígeno prostático específico(PSA), proteína produzida pela próstata(quando há alguma alteração).Esse exame também pode sugerir a presença de cancêr.A confirmação ou não desse diagnóstico é feita por biópsia, que nada mais é do que a análise em laboratório de uma pequena amostra dos tecidos prostáticos.
Estudos recentes indicam que cerca de 40% dos casos de hiperplasia podem ser tratados com medicamentos.Não reduzem o crescimento da glândula, mas eliminam os sintomas, melhorando a qualidade de vida dos pacientes.Os alfabloqueadores, por exemplo, apresentam bons resultados no estágio inicial da doença.São substâncias que relaxam a musculatura da próstata, impedindo que a uretra seja pressionada.Com isso, a urina sai mais facilmente.Os resultados se notam em tres ou quatro semanas.Pode causarefeitos colaterais, como dor de cabeça, tontura e indisposição generalizada no início do tratamento.As drogas de última geração, à base de finasterida, no entanto, podem ser mais eficazes.A substância bloqueia a produção de enzima Alfa redutase, que atua na transformação da testosterona, o hormônio masculino.Ou seja, torna esse hormônio menos ativo, determinando, dessa forma, a redução do volume prostático,Os efeitos benéficos da droga são notados depois de seis meses do início do tratamento, que não deve ser interrompido, sob o risco de a glândula voltar a crescer.
Em último caso, quando ela já pesa mais de 60g, recorre-se a cirurgias para resolver o problema.O objetivo é remover a camada que provoca o strangulamento da uretra.Um único incoviniente: os ductos ejaculatórios localizados na próstata podem ser afetados, comprometendo a ejaculação, ou seja, durante o orgasmo, o esperma, em vez de seguir pela uretra em direção ao pênis, atinge a bexiga.dessa forma a fecundação só seria possível por inseminação artificial.A boa notícia é que não existe nenhum indício de que as cirurgias de hiperplasia possam afetar o desempenho sexual nem causar impotência."Apesar de não ejacular esperma, e sim, secreções, os homens operados da próstata tem ereção e orgasmo", afirma o urologista Marco Lipay.Em pacientes mais idosos, com idade acima de 80 anos, ou debilitados, essa cirúrgia é contra indicada.O recurso seria introduzir uma prótese na uretra, tubo que facilita o escoamento da urina.
__Alerta total__
Bem mais perigoso que a hiperplasia, principalmente por não apresentar sintomas no início, quando poderia ser curado, o cancêr de próstata é uma das doenças que mais preocupar os especialistas, devido às altas taxas de mortalidade.À medida que a doença avança, comprometendo não apenas a glândula, mas atingindo outros órgãos, surgem os sintomas, que são praticamente os mesmos da hiperplasia-por isso não convém entrar em pãnico caso elas se manifestem.
Se o toque retal e a análise do PSA indicarem alguma suspeita de cancêr, os médicos costumam realizar outros exames complementares, como a ultra sonografia, que permite a visualização da região num vídeo, e a biópsia.Se a doença estiver limitada à região da próstata, uma das alternativas é a retirada da glândula e das vesículas seminais por meio de cirurgia.O inconviniente é que ela pode deixar graves sequelas: cerca de 3% a 10% dos pacientes operados apresentam incontinência urinária e entre 5% e 10% ficam impotentes.Mas graças aos avanços das técnicas cirúrgicas, a grande maioria dos pacientes pode levar vida normal, desde, claro, que o cancêr esteja em estágio inicial.Outra opção é combater as células cancerígenas com radioterapia(emissão localizada de radiação).Depois de algum tempo, esse método costuma provocar os mesmos efeitos colaterais da cirurgia e, além de tudo, nem sempre é eficaz.
Quando o tumor é detectado em fase avançada, os médicos optam pela terapia hormonal, que cinsiste em reduzir os n´veis de testosterona para evitar a multiplicação das células cangerígenas.essa forma de tratamento baseia-se na retirada dos testículos, que produzem boa parte do hormônio:ou na administração de medicamentos que inibem sua produção.No entanto,são medidas que apenas desaceleram o avanço da doença.No futuro, os cientistas acham que será possível tratar o cancêr de próstata por meio da terapia genética."Esse método consiste em selecionar em laboratório os genes-unidades celulares dos cromossomos, responsáveis pela características hereditárias de uma pessoa-e introduzi-los no organismo, com fins terapêuticos.Isso por que, quando apresentam algum defeito ou perderam sua função, esses genes podem provocar cancêr", explica a geneticista Mônica Nunes.Mas que fique claro: é uma tentativa de barrar o aparecimento da doença, apenas sob o ponto de vista da herança genética.É bom lembrar que há outras hipóteses prováveis por trás da origem desse tipo de cancêr.
__Nem lá, nem cá__
Além da hiperplasia e do cancêr, a próstata pode ser afetada por prostatites, independentemente da faixa etária.São inflamações que incomodam, mas estão longe de assustar, pois podem ser tratadas com medicamentos e os resultados surgem em poucas semanas.São três so tipos de prostratites:as agudas, as crônicas e as chamadas prostatoses.As duas primeiras são provocadas por bactérias, geralmente as mesmas que desencadeiam as infecções urinárias.A diferença entre ambas está relacionada basicamente aos sintomas.As prostatites agudas provocam febre, mal estar generalizado, dificuldade e ardência para urinar.As crônicas apresentam todos esses sitomas, menos febre, aliado a certo desconforto na região entre o ânus e o escroto(bolsa que envolve os testículos).
A prostatose, também conhecida por prostratite não bateriana, apresenta os mesmos sintomas da crônica.Sem causas definidas, ela é diagnosticada pela análise do esperma,assim como a prostatite crônica.Já as prostatites agudas são desmascaradas por exames de urina que acusam a presença de bactérias.Ao contrário do cancêr e da hiperplasia, as prostatites dificilmente provocam alterações no tamanho do órgão.
Apesar de extremamente vulnerável, a próstata não está aí para causar transtornos.Se quizer evitar surpresas desagradáveis com o passar dos anos, é preciso ficar atento e, vale reiterar, não deixar de fazer exames clinicos regulares a partir dos 45 anos.Ainda são o único meio de prevenir problemas na área.Deixe o preconceito de lado e marque consulta com um urologista, mesmo que não exista suspeita de doença.
Fonte:
Saúde é vital.














Nenhum comentário:

Postar um comentário