quarta-feira, 28 de julho de 2010

o encontro

És uma flor a embalsamar-me a vida,
És um astro a doirar meu firmamento,
És um ser ideado em sonhos d'oiro,
Por que derramas tanto amor nos olhos?

E essa flor, e esse anjo, e essa estrela
de limpido fulgor tão peregrina,
Éreis vós tão sómente que eu sonhara
e quem encontra a felicidade não tem pobreza.

E sentimento foi que não tem nome
Que não é-não-amor, amizade,
Afeto que se sente e não se exprime
Apenas se sofre quando pranreia a saudade.

E esse meu sentir nasceu bem santo,
como vós repassado de pureza
e bem cândido vive, bem suave,
como sonhar sonhos do céu...

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