tento lembrar-me, rememoro, às vezes,
de um dia qualquer, um só instante
quando descobri um pulsar incessante.
Quiz fugir, evitar o pranto, percorrer o mundo
e sonhar contigo,
esquecer a manhã e sentir o encanto
de uns olhos serenos com um livro antigo.
Descobri então que o amor existe
e que nele o crescer persiste,
mudando a direção do tempo.
Quero sentir que em cada momento
torna-se uma razão para o meu desvelo
de um amor constante e sem atropelo
que vive sózinho ainda sem abrigo.
Não faças do tempo um motivo de castigo,
para deixar-me na espera da hora certa.
Tente sentir a aproximação do meu alerta
que prefere ao invés da paixão incerta
tão logo viver o seu amor amigo.
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