terça-feira, 27 de julho de 2010
a cafeteira e o feriado:Corria o ano de 1976 e nesta época eu trabalhava no INSS,na av. Espanha, em frente à radio Cultura, aqui em Araraquara. Eu e o Jomarbe Bezerra, gente amiga humilde, faziamos numa sala à parte, a Junta Administrativa, para provar que um segurado trabalhou em tal época em alguma firma ou lugar, para fins de aposentadoria por tempo de seviço.La ia o cidadão, e n o Jomarbe cravava-o de perguntas,e posteriormente arrolava testemunhas para comprovar.Eu era o datilógrafo, e eu adorava.Bem, estava chegando a semana da Patria, e o Ricardo Barbieri,amigo inseparavel na época, ia para Santos, lugar que iamos sempre que possivel, pois ha 30 anos atras, a baixada santista era como o quintal de casa, lugar adoravel, gostoso pra passear, e, importante, super tranquilo.E eu trabalhando, ô saco! Mas tava pensando em alguma forma de eu ir. Naquele tempo eu tinha inventado a hora do café, entre as 15:ooe 15:30 hs, pois ninguém é de ferro, né?Fiz uma vaquinha, comprei uma cafeteira Sunbean elétrica, xicaras, açucar, pó de café, e todo dia la pelas 14:40 ia eu preparar o santo cafézinho. Dia 7 de setembro, caia neste ano, numa quinta-feira. Na terça, eu lá preparando o café, derrubei a cafeteira, fiz um barulhão danado, gritei, e joguei café quente no meu braço.O dr. Scabello fez um curativo, e me deu 10 dias de licença por causa da "queimadura". Olhe, nunca trabalhei tanto para poder ir para Santos, mas, diga-se de passagem, foi uma delicia,e, assim que cheguei em Santos, arranquei a quelas gases cheia de uma pomada amarelona. Depois, na volta ao INSS, eu contei para o Jomarbe. Ele riu muito, e disse: esta licença foi por um ótimo motivo.
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