E eu la, trabalhando duro, conferindo o estoque, vendo o adubo sendo empilhado, e tinha uma esvada de madeira de 7 degraus, e subo e desço a escada, com minha prancheta na mão, quando me ocorre um grande idéia: dei o maior 171 no Tião, e falei pra ele subir na escada e ver se tinha la em cima um saco furado, mas quando ele descesse, batesse o balde na minha cabeça, não muito forte, mais ou menos, mas acontece que o doido desceu a escada e me deu uma baita duma latada na minha cabeça, que o que eu pensava era levar uns tres pontinhos, mas levei sete pontos. Final da história: pronto-socorro, corre-corre, avisa o seu Julio, la vai ele todo preocupado, da bronca no coitadinho do Tião, e eu, uma semana em casa pra se recuperar.Aliás, me recuperei muito bem, fui até tirar os pontos em Santos...
terça-feira, 27 de julho de 2010
Com Manah, adubando dá!- depois da interesantissima história da cafeteira X INSS, por volta de 79, eu estava trabalhando na Manah, com escritório na rua Nove de Julho, entre Augusto Cesar eMonteiro Lobato, ao lado do posto. O nosso gerente regional era o seu Julio, bravo, sempre carrancudo, cumpridor de suas tarefas no estilo "durão". Eu ja era, desde o tempo do INSS, considerado o anti-strees, comigo era só risada.O Valter era o chefe do escritório, puxa-saco que só vendo.Às vezes, ele queria dar risada das minhas lorotas, mas tinha receio do seu Julio.Nesta época eu tinha uma Harley motovi 125 trail, que era a liberdade em rodas.O jca bala tinha uma igual, só que passeio, e ele passava em frente à Manah e dava uma baita acelerada só pra mexer comigo.Bom, tá chegando a semana da Patyria outra vez, e como sempre a maioria do pessoal iam viajar.Mas, trabalhando, caracas, fazer o que, não? A Manah tinha um depósito na Antonio Prado, nos armazens da Fepasa, onde ficava estocado os adubos. Todo mundo animado se preparando para a viagem para Santos, e eu bolando um jeito para fugir também.Um belo dia, à tarde, seu Julio mandou eu ir para o depósito para conferir um caminhão que chegava com adubos. Acontece que, no descarregamento, sempre furava ou rasgava um saco de adubo, e ai precisava ser colocado num balde plastico com a ajuda de uma pa e de uma lata de cinco litros. E, quem fazia este serviço, era um nordestino com jeitão desajeitado, chamado por Tião.
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