segunda-feira, 16 de agosto de 2010

de Itumbiara a Brasilia

Dia primeiro de abril de 1974 eu e o Luizinho Dib saimos de Araraquara para irmos até Brasilia vendendo bijouterias a pronta entrega.Em cada cidade que passávamos vendiamos numa só boutique, era exclusividade.O carro foi lotado de caixas de bijouterias, com gargantilhas, pulseiras, brincos, broches, cinto, colares e a famosa gravatinha que fazíamos, que era o show do momento, e cada caixinha com um unico produto especificado o modelo.Centenas de caixinhas arrumadas em caixas maiores.Porta malas e espaço trazeiro lotado. Nessa época eu tinha um Alfa-Romeo modelo JK, fabricado no Brasil pela FNM(fabrica nacional de motores).Era um carro grande, motor quatro cilindros, 2.000 cc e cambio de 5 marchas.Eu adorava o JK, pela linha, mecanica, estabilidade . Não tinha carro igual na época. Tive ao passar do tempo, até 1978, sete JK's.Este desta viagem era ano 1961, cor Havana metálico, equipado com serv-freio hidrovácuobendix, o mesmo que equipava o Ford F350.
Saímos daqui todo os dois animados, pois seria a primeira vez que iríamos até Brasília. Eu já fazia os est5ados de São Paulo, Minas Gerais e uma parte do Rio de Janeiro.
A gente passava o dia inteiro vendendo nas boutiques das cidades que já tinhamos freguesas, de3 Bebedouro até Prata.Daí pra frente iríamos, em cada cidade, fazer nova frequesia .

E este comércio de bijouterias era gostoso, rendia bem, e aonde íamos fazíamos novas amizades.Era junto, o útil ao agradável.Como vendíamos com excusividade, havia certas boutiques que faziam desfile de modas para lançamento de estações, e as nossas bijouterias estavam presentes.
Mas não tinha parada não.Uma semana produzindo, uma semana vendendo, e, uma vez por mes, dois dias em São Paulo para compra de materiais.Íamos de madrugada para São Paulo, às oito horas já estávamos na 25 de Março, ladeira Porto Geral, e fazíamos compras em várias lojas.
Depois de mais um dia, tocamos até Itumbiara, já no estado de Goiás.Dormimos, levantamos, o sagrado cafézinho da manhã que não pode faltar,e la vamos para a rua.Fizemos uma nova freguesa e tocamos o barco pra frente.Próxima parada: Goiatuba. Andamos pela cidade, pesquisando as lojas e boutiques, fizemos negócio numa única boutique da cidade, e na hora da nova freguesa me pagar, ela me deu um cheque de Itumbiara.Como eu pretendia voltar por outro caminho para Araraquara, eu resolvi voltar até Itumbiara para descontar o cheque.Como naquele tempo os bancos fechavam para o almoço em Goiás, eu andei meio rapidinho para dar tempo de fazer esta operação antes do almoço.Era o dia quatro de abril .Ao
chegar no trevo da BR-153, entrei pela av. Afonso Pena em sentido ao centro, perguntei aonde era a Caixa Economica Federal e fui a procurar a rua Major Rogério, onde ficava a Caixa.Mas, ainda na av. Afonso Pena estava na minha frente um Ford F600 e veio a frear inesperadamente, e eu batia a frente do meu carro na trazeira do caminhão, o que em consequência, resultou sérios danos mecanicos e materiais no meu veículo. Graças a Deus não houve vítimas.Caixas de bijouterias abriram e esparramaram pra todo lugar dentro do veículo.Até no painel.
Bom, desço, discuto um pouco, mas não tem solução, pois bati na traseira, eu estava errado e bla,bla, bla...Aí eu disse que ia chamar a polícia para fazer um B.O., pois mesmo o carro estando danificado, eu ainda assim iria até Brasília.Aí fui informado que a polícia estava sem viatura, pois a única que tinha estava metralhada em frente da delegacia.E era verdade.Estava mesmo.Aí o motorista do caminhão me deixou ao lado da delegacia, e o Luizinho ficou no carro tomando conta, pois seria necessário fazer uns reparos noJK antes de prosseguirmos viagem.
Na delegacia, fui atendido pelo escrivão de polícia, Lasaro Antonio Carlos e, posteriormente pelo delegado Bel. Manoel José Bonfim. Contei todo o ocorrido, elaboraram o B.O. e solicitei uma cópia, pois seria necessário para continuar a viagem.(Tenho o B.O. até hoje).
Quando saí da delegacia, ainda fiquei olhando o Jeep Willys, preto e branco, intyeirinho furado de balas, com as quatro rodas no chão, praticamente sem pneus, todos rachados.Parecia filme de bang-bang.
Voltei para o local do fato, e aí fui ver o que era necessário fazer para prosseguirmos.O para-lamas tinha curvado, sem quebrar o farol, mas deixando-o para cima, isto é, o foco iluminava océu. O capô do motos, tinha ficado que nem uma flecha, pontiagudo.Subimos em cima do capô e pulávamos em cima para ele ir abaixando.Até que ficou bom. e tocamos o bonde.
Daí fomos direto para Aparedida de Goiania.Passamos pela cidade, fizemos uma freguesa e zarpamos para Goiania.Esta estrada parece um deserto.Não tem(na época não tinha) nenhum posto, só asfalto, asfalto, asfalto.E vamos conversando sobra a batida, quando de repente um estalo seco e um corte na aceleração me surprendeu.Meu Deus, neste fim de mundo me quebra o cabo do acelerados.Cacilda, precio ficar quieto para poder pensar o que fazer, à essa altura, nesse lugar que parece um deserto.Senti numa pedra, fiquei olhando para o veículo, tentenado achar uma solução.E o Luizinho dentro do carro querendo achar uma estação de radio, quando falou: Pô, aqui nem a antena resolve, não pega nada!Eureka! Antena! a antena era por gomos, uma encaixando na outra, como é até hoje, e a ultima parte de cima é mais fina e tem na ponta um pequeno chapéu, que mais parece um quebra galho.Qubrei um pedaço da antena, enfiei este pedaço virado de ponta cabeça, de forma que o quebra galho ficasse no orifício onde ficava a ponta do cabo de acelerador.T0do contente e satisfeito, ainda ouvi um elogio do Luizinho: Nada para o Paulinho, nem o caminhão nem um cabo de acelerador.E toco pra goianis.Aliás, que belíssima cidade.Uma vida noturna alegre, movimentada,agitada.Muitas mulheres bonitas.À noite, depois de um bom banho e uma boa comida, fomos dar uma volta.Lá todo mundo para o carro a 45 graus.É super interessante, eu não tinha visto isto até então.
Um povo super simpático.De manhã, após uma boa noite de sono, fomos trabalhar, e logo na sequência, Brasilia, aqui vamos nós!
Parece que nestes dois últimos dias a bruxa estava solta.Mal entrei em Brasilia, me informei um lugar para pernoitar, um hotel razoável, e vou andando, um transito estranho, e quando reparo estamos na famosa W3.Cruzes!Que loucura!E, de repente, eis que surge uma viatura atras de mim ligando a sirene alternadamente.Mandou-nos parar.Olharam o carro, já começaram a inventar moda, dizendo que eu não podia trafegar com o veículo naquele estado.Mostrei o B.O. mas o seu policial não deu mole não.
por favor, me acompanhem até a delegacia.E lá vamos nós seguindo a viatura.As luzes voltaram a brilhar!Estamos passando por um jardim, onde um rapaizinho estava andando com uma moto em cima da grama, e quando avistou os policiais fugiu rapidinho, e a viatura foi atras dele.Sumi, evaporei, desapareci, escafedi-me!
Ficamos em Brasilia dois dias, como não ia mais voltar pra cá, vendi em varias boutiques.Passeamos bastante, tudo a pé e de taxi, por que o carro agora, só na hora de zarparmos embora.
Apesar dos contra tempos, foi uma baita viagem cheia de aventuras, do começo ao fim.
Nunca mais voltei à Brasilia, mas qualquer hora eu apareço de novo!

















FRASE DO DIA

Caminhe de tal forma que seus passos imprimam sobre a terra apenas marcas de liberdade, alegria e serenidade.

domingo, 15 de agosto de 2010

coisinha chata: AFTAS

Normalmente conhecidas como úlceras da membrana bucal, as aftas(ou estomatites aftosas) aparecem como pequenas e dolorosas protuberâncias brancas ou amareladas.Em casos graves, podem surgir dezenas delas, tantocomo feridas isoladas espalhadas pela boca, como em grandes agrupamentos.Elas provocam dor aguda nos primeiros dias, duram cerca de uma a duas semanas e cicatrizam sem causar maiores problemas.Aftas maiores podem durar semanas ou meses e podem ser acompabhadas de fadiga, febre e inchaço dos gânglios linfáticos.
Embora a causa das aftas seja desconhecida, os médicos acreditam que o problema possa ser uma reação imunológica anornal ou uma infecção viral.Estresse ou trauma local, como dentaduras mal encaixadas, podem desencadear uma ocorrência de aftas.Em casos mais raros, as aftas podem ser um sintoma de um distúrbio sist~emico, como reações alérgicas a alimentos, anemia, doença celíaca, doença de Chron ou lúpus.Deficiências de ferro, vitaminas B12 e ácido fólico também foram associadas a uma maior propensão a aftas.Comer alimentos com grande concentração desses nutrientes pode ajudar a prevenir as manifestações.
AFTAS E NUTRIÇÃO
Ao aparecerem as aftas, evite qualquer alimento ou bebida que possa irritar as úlceras.Dentre os agressores mais comuns, podemos listar bebidas quentes,álcool, alimentos salgados ou condimentados e alimentos ácidos.
Experimente uma dieta de alimentos leves e neutro. caso aftas doloridas interfiram na alimentação, experimente usar um canudinho para ingerir liquidos ou alimentos pastosos.Os alimentos que causam menos dor são: gelatina, iogurte, pudim, arroz e frango cozido.
No caso de episódios recorrentes ou aftas mais graves, o dentista pode prescrever uma pasta protetora para acelerar a cicatrização.
COMA BASTANTE:
Carnes magras, legumes, frutas secas, cereais fortificados e outros alimentos rico em ferro.
Verduras de folas verde-escuras, germe de trigo e legumes com ácido fólico.
Produtos magros derivados de animais, para obter vitamina B12.
E EVITE alimentos salgados, condimentados, ácidos ou qualquer outro que piore os sintomas.
Alcool e bebidas muito quentes.
DICA:
Mastigue um antiácido para aliviar a dor.Voce pode colocar uma pastilha antiácida sobre a ferida e deixá-la dissolver ou mastigá-la.Qualquer pastilha vendida na farmácia serve.Isso aliviará a dor ao neutralizar os ácidos que irritam a afta.Um saquinho de chá úmido tem o mesmo efeito.Eu passei, aconselhado por um farmaceutico uma pomada de triancinolona acetonida, um medicamento genérico, que cria uma película fina isolando a afta, e para mim deu excelente resultado.

frase do dia

O amor é o alimento que contém todas as vitaminas para a Alma.

sábado, 14 de agosto de 2010

Dois cyborg

Eu era até o ano de 1974, simplesmente o Paulinho, que adorava carro e moto.Em 1965, eu tinha uma Leonette 50cc, duas marchas, cambio na manupla esquerda, que eu tinha herdado do meu irmão Renato, que ficou com ela por um ano, mais ou menos.Mas ainda era nova.Só que eu depelei a Leonette, arranquei os paralamas, farol, coloquei numeros na frente e fui participar de uma corrida que teve na Alameda Paulista em 65.Tempo dos Faito, Salerninho, Penha, Vitórinho Barbugli,Luzia,Tom e Manolo, e mais outros "doidos".A Alameda Paulista só tinha a própria Alameda asfaltada, pra cima sentido Av. estrada de Ferro era tudo terra. Ao lado do balão da Av. Octavio de Arruda Campos, ali tinha um quarteirão de casas germinadas, todas iguais, onde morava O Biju, que hoje adestra cachorro aqui na cidade, e está sempre no bar do Zinho da rua cinco, ao lado da praça das Bandeiras.
Nesta corrida tinha de tudo.Leonette, Mondial, Ital jet, Zundapp,Zanella, as lambretas L.I., area que o Manolo dominava.Época barulhenta e gostosa, porque velocidade não tinha que nem as maquinas de hoje.
Daí até o ano de 74, era carro e moto as minhas paixões.E eu ja tinha tanto tempo em cima de uma moto, que nem urubu de voo, que eu ja era craque em estrapolias em cima de duas rodas.
Neste ano de 74 era a época das Honda cb's, 50, 125, 350 , 500 e 750. A cidade estava bem representada com as Honda, e aq concessionaria era na rua Um, esquina da Barroso, onde o Mané, que hoje está na Itália, mandava e desmandava.
E eu andava de pé em cima do banco, deitado, de costas, e adorava fazer minhas artes.Neste ano de 1974, meus pais iam fazer 30 anos de casados, caía num sábado, festa organizada com convidados, e eu, na sexta, dia 6, à tarde, andando em pé na cinquentinha do Cuca Racy, em volta do ginasio de esportes, dava a volta e pegava só um quarteirãozinho na contra mão.Aí foi que aconteceu a "porrada'.Eu de pé no banco da moto, e após fazer a curva vi que vinha vindo um carro, e eu fazendo pêndulo mais para a direita, bati numa arvore "parada". Desgranhenta de árvore!Tinha meio metro de tronco reto, e daí pra cima era torta em sentido para a rua.Caí desacordado, perna virada para traz, escoriações em todo o corpo, fratura no braço esquerdo, dente quebrado, uma beleza!
eu lá jogado no chão (naquele tempo não tinha resgate, ainda era a ambulancia do SAMDU)e passava por lá neste momento um amigo meu, o Chico lôco. Ele me levou para o hospital e foi avisar minha família.Quando acordei, me encontrei todinho engessado.O femur tinha quebrado em tres lugares, e o Dr. Luiz Gonzaga tinha engessado a perna inteira para que as placas e os pinos de platina não saíssem do lugar, e colocado um cabo de vassoura no gesso, na altura da cintura, para que eu não me virasse na hora de dormir.Bração engessado com uma tala afixada ao corpo, pois tinha colocado platina no cotovelo.
Nesta época eu trabalhava com venda de bijouterias, e viajava uma semana sim, outra não. O Marcão, de Américo trabalhava comigo, e foi, principalmente nesta época, meu braço direito.Ele ficou viajando pra mim durante tres meses.
Dei um trabalho danado pra minha mãe e minha irmã Maura. e para meu pai, é claro.Colocaram a minha cama na sala, que dava para a frente da rua, o jardim e o parque infantil. tomava "banho" deitado, fazi as necessidades na "comadre"(uma éspecie de pinico que se coloca em baixo da pessoa deitada)e me alimentava nessa posição, sem dizer que o gesso provocava uma coceira infernal, e eu me coçava com uma régua de costura que minha mãe tinha.
E tinha o nene Priolli, que o pai dele tinha um maverick duas portas, branco com vinil preto na capota, que tinha uma buzina fiamm tres cornetas, e ele passava em frente de casa todo dia buzinando para dar bom dia.Que vontade de levantar e ir pra rua...
Depois veio o tempo de andar de muletas.No começo, padeci um pouco, mas depois peguei o jeito.E eu não perdia o humor por causa da situação não, pelo contário, fazia piada de tudo.A muleta tinha duas borrachas para não escorregar no chão, e eu coloquei duas meias nela , e a noite, tirava os "sapatinhos" e as meias, punha embaixo da cama junto com os meus sapatos e meias.
E todo mundo sabia uque eu gostava de "pegas" de carro e moto.O Luizinho Dib tinha um fusca 1.600, dupla carburação, que era um capetinha.E, numa certa noite apareceu um fusca , aquele que tinha uma capa preta sobre o capo trazeiro, o 1.600S. Foram me buscar lá em casa, `noite, para pilotar o carro do Dib na fonte, Bento de Abreu.E eu fui, e como e4stava de muletas, o Luiz e o Marcão abriram a porta do lado direito para eu entrar, pois a perna esquerda estava imóvel ainda, muletas no banco de traz, e lá vamos nós.subimo e descemos a Bento e eu na frente.Aí paramos antes do balão da dois,, onde ficava a estatua do Romulo Lupo (nesse tempo tinha um balão nesse cruzamenro) e foi só comentarios: é o lemão do acidente, e de muletas!. Foi um show.
Quando voltamos pra casa, colocaram o carro na garagem, pois meus pais tinham ido ao cinema com o carro deles, e na porta da sala, na ceramica do terraço, tinha um capacho (um tipo de tapete p/ limpar os pés)e quando eu fui entrar a muleta escorregou no capacho e fui ao chao, eu e muleta.Aquela correria, minhas irmão assustadas, o Marcão e o Luis me acudindo, super preocupados.Mas levantei, e não aconteceu nadinha, ainda bem!
Fiquei entre o gesso e a muleta, seis meses nessa vida.
Aí nasceu o cyborg.O homem de seis milhões de dolares.(por causa da platina, que na época era cara e não era feito pelo INSS).
E o tempo passando, e eu em cima de duas e quatro rodas.Um belo dia, dois de fevereiro de 94, eu fui pra Ribeirão Preto buscar umas peças de moto, pois nesta época eu tinha montado uma oficina de motos, a S.O.S. Motos, e a Cristina, amiga minha que trabalha no forum, ia viajar para Rio Preto no dia seguinte, e o retificador de bateria da Tenére dela estava pifado, e precisava pegar também uma ferramente na Lopes & Carvalho e caixas de velas NGK.
Na volta, entrei por Américo, e próximo ao balão de Villares, fomos fechados por uma camionete alaranjada, e caimos ao solo.Nós estavamos com uma CB 400 prata, e ela me arrastou 60 mts. no aslfalto.O Haroldo, que estava na garupa, caiu praticamente em pé, nada sofrendo.Eu fui socorrido pelo sr. Luiz Caetano Romanias, que passava pelo local, e posteriormente pelo resgate de araraquara.
Esse Haroldo trabalhava comigo na oficina, primo do Renatinho de Araujo, que também trabalhava pra mim e hoje tem a loja Renato Motos na av 7 de Setembro, quase em frente a Adega do Daniel.
O Elvio, conhecido por Sombra, tambem trabalhava lá comigo, e ele é quem foi buscar a moto no dia seguinte em Américo na Delpol.
Como o acidente teve vitima com ferimentos graves, o Dr. Wilson Batista Reinato, delegado de polícia de Américo, solicitou um laudo de exame de corpo de delito em mim.
O laudo foi feito pelo Dr. Nicolino Lia Junior e Dr. Carlos Fernando camargo que relataram que a vitima se encontra na santa casa de Araraquara, na U.T.I., em estado grave, e ao exame precedido observamos o seguinte:internado na U.T.I. com fraturas multiplas dos ossos da face mais hematoma palpebral a esquerda , mais escoriações multiplas na face, mais cicatriz corto contusa suturada na região supra orbitária esquerda, mais fratura de arcos costais a esquerda, mais escoriações nos contornos anteriores de ambos os joelhos.Depois as perguntas do laudo:
Há ofensa à integridade corporal ou à saúde do examinado?
Resultará incapacidade para as ocupações habituais por mais de trinta dias ou perigo de vida?
Resultará incapacidade permanente para o trabalho ou enfermidade incurável, ou perda ou inutilização de membro, sentido ou função, ou deformidade permanente?
As respostas para foram:
Conculsão:Do exposto e observado concluímos: depende de exame complementar munido de reletótio médico.
Resposta ao quesitos: Sim e dependem de exame complementar, caso sobreviva.(07/02/94)
Eu tenho xerox do B.O. e do laudo de exame de corpo de delito do instituto Médico-Legal, da secretaria da Segurança Pública.


quando acordei no bospital, depois de seis dias, tava de novo todo enrolada em gases, com gesso, e a familia no quarto.Olhei assustado, falei oi pra todos e perguntei:Ué, que aconteceu?Quase apanhei.
Os médicos e dentistas Drs. Normeu Lima Junior, Eduardo Sanches Gonçales e Rberto Barbeiro, buco-maxilo-facial que fizeram todo o "serviço" de recuperação na face até hoje brincam comigo:Como está, cyborg dois?
Nesta etapa a recuperação demorou mais tempo.O Dr. roberto Barbeiro me falou que eu não podia mais dar
'trombadas", pois teria que ir a uma funilaria, pois o rosto ficou tudo de titãnio.
Passado aí uns nove meses, eu já estava andando e indo para a oficina, agora só de carro, por que moto nunca mais, meu irmão.Mas o fogo não passou não.Um sabado, fomos em uma festa em um bar noturno em Bocaina, eu, o sobra, o Renatinho, Haroldo, Edinho, outro mecanico que trabalhava conosco, e mais um grupo musical aqui de araraquara. Fomos em tres carros mais minha CB 400.Lá pelas tantas, já tinhamos tomado algumas tantas, inventaram que eu era piloto de testes da GM.Eu estava com uma Marajó branca, com escapamento esportivo e uma rodas muito loucas, volante especial, conta-giros no painel, era um barato.Olha de madrugada, uma viatura com dois policiais amigos dos donos do bar fechando uma rua para uma demonstraçõao de cavalo de pau, de frente e de ré.E a CB com o sombra, arrancando e acompanhando a marajó.Uma só loucura. Quando a marajó finalizava o cavalo de pau, o sombra vinha brecando com a mmoto em L e parava encostado no parachoque.Era um show.
Aí nasceu o segundo cyborg!






































terça-feira, 10 de agosto de 2010

O carro que não voltou

Em l977 eu tinha uma amigo que era louco pra viajar sem a família, era um sonho dele viajar com um amigo pra ficar solto, sem hora, sem compromissos.Até que enfim chegou este dia.Ja conhecia o nene Prioli e sua família a cinco anos, e no futuro ainda seria padrinho de casamento do nene e o seu pai, seu Prioli seria meu gerente de vendas na Painco, uma fabrica de implementos agrícolas e rodoviários, em Rio das Pedras, pertinho de Piracicaba, onde residem hoje.
Eu tinha um tio que nesta época, récem chegado de Registro, onde tinha um armazém, abriu uma garagem de automóveis em São Paulo, no Jabaquara. Esse tio Ilzo era um barato, falava mais que a boca, e, como negociante de carro, tinha uma lábia terrível.E sempre de bom humor e sorrindo.
E eu ia para São Paulo justamente para comprar um automóvel da garagem Ilzo Veículos, e depois de feito o negócio ia descer até Santos, para experimentar o carro e visitar minha tia Maria que morava em Saõ Vicente, junto com minha tia Maria Angela, ambas irmãs do meu tio e da minha mãe.Elas moravam na rua Marques de São Vicente, perto da biquinha, ao lado da praia Gonzaguinha.
Eu e o nene fomos para São Paulo de ônibus, e lá chegando fomos para a garagem do tio Ilzo pra concretizar o negócio com o carro.Lá chegando, eu precisava ver o que eu poderia comprar, pois tinha uma certa quantia e era isso que eu poderia gastar.Olha aqui, olha lá, e um carrinho que dava pra mim comprar era um fusca ano 62, até que bonitinho e parecia em ordem(só na aparencia).
Experimentei o carro por ali mesmo nas redondezas da garagem, fiquei todo animado, quatro pneus "novinhos", feito o negócio, já umas 17:00 hs, pegamos a saída rumo `Santos, por Diadema, pois meu tio falou que do lugar onde estávamos, era mais fácil sair por ali: um lugar que eu não conhecia bulufas e nunca tinha passado por ali.
Anda que anda, o carro dando umas engasgadas, eu preocupado, já anoitecendo, aquele movimento que eu nunca tinha visto, até que enfim, depois de perguntar varias vezes, achamos a saída para Santos por Diadema.
E o nene todo alegre, tirando um sarro em mim por causa da minha preocupação, e nesta época o nene era menor ainda, tinha 17 anos.
Quando passávamos por dentro de Diadema rumo à Anchieta, de repente uma roda me ultrapassou pela direita, e qual a minha surpresa?A roda dianteira direita saiu com campana e tudo e voi rodando até bater numa mureta, e o carro, quando eu pus o pé no freio, ja arrastou pelo alfalto saindo aquele monte de faíscas,
Ja era noite, estava longe da garagem do tio Ilzo, e então fui me informar aonde tinha uma oficina mecanica ali perto,Achei uma padaria e perguntei ao senhor do caixa, que era o dono, sobre a oficina e contei o acontecido.Este senhor, seu Mario, foi muito gentil, e me levou numa oficina ali perto.Deixei o carro e voltamos pra padaria com ele, pois ele falou que neste horario ali era um lugar super perigoso.Cuidou da gente como se fôssemos filhos dele: tomamos um lanche, nos fez um mapa para seguirmos sem erro para a Anchieta, e lá ficamos até o carro ficar pronto.Quando o mecanico chegou, ele fez questão de ficar ao nosso lado até acertarmos o valor combinado. esse seu Mario, que Deus o proteja sempre...
E fomos descer a serra, eu já meio sem humor, mas o nene enchendo o saco de tão feliz...
Chegamos em São Vicente já meio tarde e fomos direto pra casa da minha tia,e na sequência, cama!
No dia seguinte, já refeito do susto e do desprazer da noite passada, levantamos, conversamos com minhas tias, contei a história, que elas riram muito, e fomos pra praia.Passamos um dia calmo, passeando pelas praias, e o carribho "aparentava" estar firme.
Á noite fomos a um bar na av. beira-mar, e tomamos umas geladas, o que o nene não tinha o hábito, tomava um copo ou outro em araraquara, bem devagar na frente do seu Prioli.Ele ja estava bastante alegre e eu bastante preocupado com o jeitão dele, já falando até meio enrolado.Vamos embora que você não stá bem, falei pro nene.Ele não queria ir de jeito nenhum, mas aí eu fiquei meio bravo e o arrastei embora.
Minhas tias moravam num sobrado perto do mercado municipal, perto da padaria São Vicente.
Esta casa não tinha garagem, mas tinha um ruela encostada à casa, praticamente encostada no jardim, tanto é que da janela do quarto em que eu ficava, eu via o carro.Pois é, era sobrado e tinha uma escaca pra subir...Aí começou o trabalho que o nene deu: subia um degrau, descia dois.E a inha tia Maria Angela, empurrando e me ajudando a equilibrar o nene.Ai minha tia Maria disse que ele não poderia deitar na situação que ele se encontrava, que seria necessário tomar um banho frio antes,E lá vou eu levar este rapaizinho pro banheiro tomar banho: ele só dava risada e falava besteira.Foi um Deus nos acuda.
Banho tomado, mais calmo, fomos dormir.
Dia seguinte, levanta, toma o café, fazemnos piada do dia anterior, contamos o trabalho que ele nos deu, e vamos passear.
Tô subindo pra ilha Porchat, quando de repente o fusca começa cheirar queimado e...para no meio da rua!Caramba,lá vou eu ver o que aconteceu. Naquele tempo não era alternador, era gerador, carro de seis volts.Tinha torrado tudo, até a fiação.La vou eu, atras de eletricista.Ainda bem que minha tia conhecia um ali por perto.Foram buscar o fusca com uma variant toda espalhafatosa, cheia de propaganda da auto elétrica.Combinado o serviço e o preço, e eu ja gasto um dinheiro que não estava programado, a coisa se complicando...
À noite, o carro pronto, eu falei pro nene e minhas tias que ficaria só mais um dia e iria embora, pois a grana estava ficando escassa.
Dia seguinte, ja refeito da raiva que eu tinha passado como o fuca "bem conservado" vamos pra praia do tombo, que o nene não conhecia, e eu falava muito desse lugar.Passando pela enseada, me fura um pneu...Aí, Jesus...dai-me paciência! E...surpresa!O "automovel" não tinha estepe!Puta merda viu, esse meu tio é foda!
Fomos procurar um borracheiro, que achamos não muito longe dali, e vamos buscar o pneu com uma camionete chevrolet que batia tudo, dava até medo.quando o borracheiro começo a arrumar o pneu, eu falei: que azar, não, um pneu novinho desse e já furando.O borracheiro deeeuuu risada e disse: que novinho nada, esse pneu é riscado,mas é bem velhinho. Cacilda, viu!!!
Depois dessa, nem pra praia do tombo nós fomos.Resolvi ir embora e desfazer o negócio com o tio Ilzo.O nene queria morrer de raiva diante da minha atitude.
Ficamos por ali por perto da casa da minha tia e não peguei mais no carro.Manhã seguinte, levanta, arruma as coisas, nos despedimos, minhas tias riem da gente,e vamos guardar as mochilas no "automovel" para seguirmos pra São Paulo.
Mas, surpresa!!!Quando viro a chave pra dar a partida, começa: nhec, nhec, nhec.É de não se acreditar, mas a bateria tinha arriado.Voltamos no auto elétrico da variant espalhafatosa, conteo o acontecido pro eletricista, ele deu risada, e lá vamos nós dar mais uma voltinha na variant.
Bateria recarregada, vamos embora logo antes que aconteça mais alguma coisa.Tchau ,tchau e lá vamos nós.
Chegando emSão paulo, meu tio já sabia de tudo.Minha tia Maria Angela tinha ligado pra ele e contado toda a história.Ele nem achou ruim de desfazer o negócio, e como o cheque não tinha sido depositado ainda, ficou até mais facil desfazer o negócio.Ele nos levou pra rodoviaria, rindo o tempo todo e tirando um sarro de mim.Dos males, o menor, pois tinha desfeito o negócio.
Até hoje, brinco com o nene: vamos pra Santos de fusquiha?
Essa viagem que ele esperava ser enesquecível, terminou assim, com um final chato, e como ele falava na época:Voce e teu fusca são um tremendo corta barato...





terça-feira, 3 de agosto de 2010

O trem da vida

Voce já viajou de trem alguma vez?
Numa viagem de trem podemos notar uma grande diversidade de situações, ao longo do percurso.
E a nossa existência terrena, bem pode ser comparada a uma dessas viagens, mais ou menos longa.
Primeiro, por que é cheia de embarques e desembarques, algum acidente, surpresas agradáveis em alguns embarques e grandes tristezas em algumas partidas.
Quando nascemos, entramos no trem e nos deparamos com algumas pessoas que desejamos que estejam sempre conosco: são nossos pais.
Infelizmente, isso não é verdade, em alguma estação eles descerão e nos deixarão órfãos de seu carinho, amizade e companhia insubstituíveis...
Mas isso não impede que durante a viagem outras pessoas especiais embarque para seguir viagem conosco: são nossos irmãos, amigos, amores...
Algumas pessoas fazem dessa viagem um passeio, outras encontrarão sómente tristezas, e algumas circularão pelo trem prontas a ajudar a quem precise.
Muitas descem e deixam saudades eternas...outras passam de uma forma que, quando desocupam seu assento, ninguém percebe.
Curioso é costatar que alguns passageiros, que nos são caros, se acomodam em vag~es distantes do nosso, o que não impede, é claro, que durante o percurso nos aproximemos deles e os abracemos, embora jamais possamos seguir juntos, por que haverá alguém ao seu lado ocupando aquele lugar.
Mas isso não importa, pois a viagem é cheia de atropelos, sonhos, fantasias, esperas, despedidas...
O importante, mesmo, é que façamos nossa viagem da melhor maneira possível, tentando nos relacionar bem com os demais passageiros, vendo em cada um deles o que tem de melhor.
Devemos lembrar sempre que, em algum momento do trajeto, eles poderão fraquejar e,provavelmente, precisemos entendê-los, por que n´s também fraquejaremos muitas vezes e, certamente, haverá alguém que nos entenda e atenda.
A grande diferença, afinal, é que no trem da vida, jamais saberemos em qual parada teremos que descer, muito menos em que estação descerão nossos amores, nem mesmo aquele que está sentado ao nosso lado.
É possível que quando tivermos que desembarcar, a saudade venha nos fazer companhia...
Por que não é fácil nos separar dos amigos, nem deixar que os filhos sigam viagem sozinhos.Com certeza será muito mais triste.
No entanto, em algum lugar há uma estação principal para onde todos seguimos...
E quando chegar a hora do reencontro teremos grande emoção em poder abraçar nossos amores e matar a saudade que nos fez companhia por longo tempo...
Que a nossa breve viagem seja uma grande oportunidade de aprender e ensinar, entender e atender aqueles que viajam ao nosso lado, por que não foi o acaso que os colocou ali.
Que aprendamos a amar e servir, compreender e perdoar, pois não sabemos quanto tempo ainda nos resta até a estação onde teremos de deixar o trem.
Se a sua viagem não está acontecendo exatamente como voce esperava, dê a ela uma nova direção.
Se é verdade que voce não pode mudar de vagão, é possível mudar a situação do seu vagão.
Observe a paisagem maravilhosa com que DEUS enfeitou todo o trajeto.
Busque uma maneira de dar utilidade às horas.Preocupe-se com aqueles que seguem viagem ao seu lado...
Deixe de lado as queixas e faça algo para que a sua estrada fique marcada com rastros de luz...
PENSE NISSO...E BOA VIAGEM...