Beber moderadamente faz bem pra cabeça.Ainda mais se for vinho, diz estudo feito ao longo de sete anos com 5.000 homens e mulheres em Tromso, norte da Noruega.
Quem bebia de forma moderada-quatro ou mais vezes em duas semanas-foi melhor que testes medindo funções congnitivas do que os totalmente abstêmios ou que bebiam pouco-uma vez ou menos no mesmo período.
A idade média dessas pessoas era de 58 anos.O estudo foi publicado na revista médica "Acta neurologica Scandinavica" por Kjell arne Amtzen, da Universidade de Tromso, e mais tres colegas.
Os autores admitem que a conclusão pode ter sido influência de fatores não testados, como dieta e profissão.
Em compensação, o estudo controlou idade, educação, peso e doenças.
Em mulheres, o fato de não beber esteve associado a desempenho cognitivo "significativamente" mais baixo.
O maior risco de função cognitiva pobre esteve em abstêmios.entre homens, resultados sugerem sugerem menos disfunção cognitiva em consumidores de vinho e cerveja, escreveram Amtzen e cia.
Os autores anotavam só a frequência do consumo, não a quantidade, por isso afirmam que as diferenças entre homens e mulheres podem estar ligadas a diferentes níveis de consumo.
Para R. Curtis Ellison, do Centro Médico da Universidade de Boston, esses resultados confirmam outros:"A associação entre consumo moderado de alcool e função cognitiva foi investigada em 68 estudos".
Além do melhor desempenho cognitivo, o álcool em doses discretas ajudou a reduzir o risco de demência, taqnto a vascular quanto a doença de Alzheimer.
Não há consenso sobre o que pode causar o efeito benéfico do consumo de álcool.
Pode ser a presença de antioxidantes como os polifenóis; ou o próprio álcool etílico fortaleceria as artérias e reduziria inflamações, o que melhoraria o fluxo de sangue.
Os testes cognitivos envolviam memória verbal de curto prazo, escala de inteligência Wechsler e teste psicomotor. Como esperado, os índices foram menores para mais velhos, menos educados, fumantes, deprimidos, diabéticos e hipertensos.
"Um maior nível de eidência seria uma revisão sistemática de ensaios clinicos randomizados", comente o médico Rubens Baptista Junior, professor de metodologia científica e coordenador de pós-graduação em Gestão de Saúde do Senac-SP.
Não estou questionando o estudo, mas ele é um elemento que tem que se juntar a muitos outros para tirar esta conclusão, um cuidado que todo cientista deve ter.
Há muitos fatores que precisam ser isolados, afirma Baptista."Não é por que existem correlações que elas são causais", diz o médico, também professor na Escola de Educação Permanente do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.
Os próprios autores revelaram preocupações com a metodologia."Um efeito positivo do vinho pode ser devido a fatores de confusão como status socioeconômico e hábitos alimentares e de outro estilos de vida mais favoráveis", escreveram.
É provável que bebedores de vinho tenham uma dieta mais saudável do que tomadores de cerveja e destilados.
O consumo médio, no estudo, foi de um copo em 14 dias para mulheres e três copos para os homens.
- De taça em taça
- Longevidade
- O consumo aumenta a expectativa de vida.Pesquisadores acompanharam homens por 40 anos. Quem bebia menos de meia taça por dia viveu 5 anos a mais do que quem não bebia nada.O vinho reduziu o risco cardíaco.O estudo publicado no "Journal of Epidemiology and Community Health", em 2009.
- Sobrevida
- Em 2009, pesquisadores da Escola de Saúde Pública de Yale ligaram o consumo moderado à maior chance de sobrevivência em pacientes com linfoma não Hodgkin.Foram acompanhadas 546 mulheres.Das que tomavam vinho, 76% viveram ao menos mais cinco anos, em comparação com 68% das que não bebiam.
- Esôfago
- Uma taça por dia reduz em 56% o risco de esôfago de Barrett, doença que lesa o revestimento do tubo e é precursora do cancêr de esôfago. O estudo, publicado em 2009 na "Gastroenterology", analisou 953 pessoas em quatro anos.Pesquisas australianas i irlandesas também ligaram o vinho à proteção do esôfago.
- Coração
- O consumo moderado aumenta o nível de ômega-3 no corpo, gordura protetora contra doenças coronárias. A conclusão é de uma pesquisa publicada no ano passado no "American Journal of Clinical Nutrition" que analisou 1.600 pessoas na Europa.
- Visão
- O revesratrol, substância encontrada nas uvas, protege os vasos dos olhos de danos causados pela idade. A pesquisa foi publicada neste ano no "American Journal of Pathology"
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